Corte o cabo certo
Por B. | 29/11/2021




Planos
Por B. | 27/11/2021

Eu vou separar

um caderninho só pra

fazer meus haikais.




Montação espacial
Por B. | 26/11/2021




Corre que dá
Por B. | 24/11/2021




Quando os remédios começaram a bater
Por B. | 22/11/2021




Eitaporra
Por B. | 19/11/2021




Andei jogando “A machine for pigs”
Por B. | 17/11/2021




Desligaram a gravidade
Por B. | 15/11/2021




Contenção
Por B. | 12/11/2021




Máquina de voar
Por B. | 10/11/2021




Inktober ou Alphosober ou Insectober 2021 (parte 2)
Por B. | 09/11/2021

Continuando o Insectober 2021 em ritmo próprio, conforme anunciado. Nessa segunda leva, dou início à celebração do trabalho de entomologistas que, nos últimos anos, tem cruzado ciência e cultura pop nomeado suas novas descobertas em homenagem a personalidades e personagens. Temos aqui:
4. Opaluma rupaul (mosca, homenagem a Rupaul)
5. Scaptia beyonceae (mosca, homenagem à Beyoncè)
6. Daptolestes leei (mosca, homenagem a Stan Lee)
7. Kaikaia gaga (homenagem à Lady Gaga)
8. Aleiodes gaga (Lady Gaga de novo, dessa vez uma vespa)
9. Strigiphilus garylarsoni (homenagem Gary Larson, um de meus cartunistas preferidos)
10. Nelloptodes gretae (um dos menores insetos do mundo e em risco de extinção, esse besourinho foi nomeado, segundo sua estudiosa, em homenagem à Greta Thumberg para lembrar que ninguém é pequeno demais para fazer a diferença.)




Cabine
Por B. | 08/11/2021




Setembro
Por B. | 06/11/2021

A fonte seca:

é nesse momento que

tudo transborda.




“Until the spirit new sensation takes hold, then you know”
Por B. | 23/10/2021

Como podem observar, não postei os desenhos que anunciei que iria postar aos domingos, assim como tenho deixado cada vez mais de cumprir o que me proponho a fazer aqui. E não só aqui, isso tem crescido nos últimos meses. No mínimo, desde abril. Eu demorei a perceber direito o que estava acontecendo porque dessa vez a minha velha conhecida Distimia, essa forma de depressão que não te deixa de cama mas cobre a vida com uma meleca cinza, apareceu diferente. Existem padrões de pensamentos e sensações que aprendi a identificar depois de tantos anos, mas cheguei a um momento da minha vida em que resolvi tantas coisas que isso me trouxe uma nova forma de ficar mal. Fui no embalo quarentena adentro, focando em ficar bem nesse contexto absurdo, o que pra mim significava o tal “fazer minhas coisas”. Não estou falando dessa obsessão por produtividade com a qual o mundo nos soterra atualmente, mas é da minha personalidade que me dedicar aos meus milhares de interesses, de boa, é como eu funciono quando estou bem. Me vi correndo atrás das coisas me escapando e sem perceber fui dando cada vez mais de mim para coisas que normalmente não me exigiriam nada. De repente, qualquer coisa era muito pra lidar, daí reconheci a cara da minha velha conhecida, uma cara nova mas que ainda é dela. Voltei, enfim, para a medicação que já está fazendo efeito e resolvendo, sim, a parte química dessa batalha e eu achei que assim que os remédios batessem eu voltaria a fazer, de boa, minhas milhares de coisinhas todos os dias. Mas essa parte também aconteceu diferente do que eu conheço. Não deu. Pensei que não passaria mais do que algumas semanas assim, mas passei. Daí entendi, graças à terapia, que mesmo estando saudável de novo, preciso descansar depois de tanto tempo aumentando paulatinamente a dose de energia mental empregada para administrar a doença que avançava.

Concluindo: pode ser, portanto, que eu poste os desenhos aqui esse domingo e pode ser que não. Quero completar o desafio do Inktober-Alphonsober-Insectober assim como quero fazer várias outras coisas, mas vou voltando a isso no meu ritmo atual, que não sei qual é e preciso me permitir não saber. Deixa vir. Quando eu sair do casulo, eu aviso vocês, combinado?




Inktober ou Alphosober ou Insectober 2021 (parte 1)
Por B. | 03/10/2021

Em outubro, esse Blog vai ter uma programação especial para atender melhor ao meu momento criativo, porque estou me dedicando a técnicas novas em um outro ritmo. Vou fazer minha versão do inktober-alphonsober, totamente dedicado a retrato de carinhas de insetos, que vou postar aqui aos domingos. Pode ser que outras coisas apareçam por aqui no resto da semana. Em novembro, a programação (que andou negligenciada nos últimos tempos) voltará ao normal.

E na primeira parte do Insectober 2021 temos:
1.Periplaneta americana (nossa velha conhecida barata)
2.Culex quinquefasciatus (pernilongo)
3.Nezara viridula (barbeiro verde, percevejo ou “maria-fedida”)




“Dia do Cliente” da Dá-lhe 2
Por B. | 24/09/2021

Ilustra pra divulgação de promoção do headshop Dá-lhe 2.




Três pessoas
Por B. | 23/09/2021




Inseto amigo
Por B. | 22/09/2021




Aranhas mecânicas
Por B. | 21/09/2021




Cor no bico de pena
Por B. | 20/09/2021




Sala com janela
Por B. | 17/09/2021




Oscilante
Por B. | 16/09/2021




Pena G e tinta cinza
Por B. | 15/09/2021




Superpeidão
Por B. | 14/09/2021




J. Herbin não são veganas
Por B. | 28/08/2021

Troquei emails com a J. Herbin para saber se as tintas pra canetas tinteiro de marca são veganas. Não são.




Atenção!
Por B. | 27/08/2021




Bocejo
Por B. | 25/08/2021




Cyborg na pracinha
Por B. | 24/08/2021




Gizmo-algo
Por B. | 20/08/2021




Pesadinho
Por B. | 18/08/2021




Um caju
Por B. | 16/08/2021




Conheça seu meme
Por B. | 14/08/2021

Se, na era da informação, tantas pessoas são guiadas por concepções equivocadas e nocivas da realidade, é porque existe uma crise profunda de confiança nos processos de construção do conhecimento, e essa desonfiança e fruto da falta de sua compreensão. Fazer a população desaprender sobre o conhecimento é um projeto minucioso porém rápido, que começou mais concretamente no Japão, quando decidiu-se que que disciplinas escolares da área de humanas não interessam ao mercado, logo seriam inúteis. A mão do neoliberalismo globalizado espalhou essa decisão e, de país em país cortando a história, a filosofia, a sociologia do convívio desde a infância, em pouco tempo surgiu uma geração terraplanista aterrorizada pelo fantasma do comunismo.

E se humor é um mecanismo de reforço de valores e ideias em uma sociedade, eu sugiro a quem se dedica às humanidades que exclua de seu repertório de piadas/memes o sintomático “não sei fazer isso, sou de humanas”. Valorizemos nosso campo. Se for pra fazer piada, vamos nos servir da sagacidade que nossa compreensão do mundo nos proporciona para apontar seus absurdos.




A cidade é um borrão cinza
Por B. | 13/08/2021




Lentes
Por B. | 11/08/2021




Tocha
Por B. | 09/08/2021




Fumaça no fundo
Por B. | 06/08/2021




Mais dois de bônus
Por B. | 05/08/2021




Anteninha
Por B. | 04/08/2021




Em apoio à queima da estátua de Borba Gato
Por B. | 26/07/2021




Kaijune 2021
Por B. | 30/06/2021

Clique na imagem para ver maior!

#kaijune #kaijune2021




USK – Seleção de Junho
Por B. | 27/06/2021




Prédio
Por B. | 19/06/2021

Era pixado,

pintaram como novo:

tinta que apaga.




Contraste
Por B. | 12/06/2021

Estava escuro

e então os vagalumes

saíram pra dançar.




Noite estrelada em LV-426
Por B. | 05/06/2021

Van Gogh se matou aos 37 anos, acho um péssimo ponto para parar. Ripley só conseguiu retornar à Terra mais de 250 anos e 8 clonagens híbridas depois de enfrentar seu primeiro xenomorfo na Nostromo. 37 anos é uma idade em que a pessoa já aprendeu uma coisa ou outra sobre tempo perdido em sono criogênico, sobre os monstros que a perseguem, sobre se virar na imprevisibilidade da jornada e acabou de aprender que dá pra brincar com os amarelos e azuis.

Feliz aniversário pra mim.




Deve ser isso aqui
Por B. | 04/06/2021




Esse renderia uma bela sessão de terapia
Por B. | 02/06/2021




Muito pano
Por B. | 31/05/2021




USK – seleção dos últimos de Maio
Por B. | 30/05/2021




Finalmente, Kaijune 2021!
Por B. |

Fugindo um pouco da programação que postei outro dia mesmo – anarquia, bebê! – quero anunciar nem que seja com dois dias de antecedência que esse ano vou participar do desafio Kaijune.

Explicando o desafio: o nome é um trocadilho (como sempre) com a palavra June, que é junho em inglês, e kaiju, ou 怪獣, que é uma palavra japonesa que pode ser traduzida como “monstro”, “besta incomum”… É como é chamada aquela categoria de monstros gigantes que conhecemos de programas como Power Rangers. Godzilla talvez seja o kaiju mais famoso. Enfim, a proposta é postar um desenho de um kaiju por dia durante o mês de junho.

Há anos fico na vontade mas nunca me organizei o suficiente. Esse ano não só rolou a tal preparação técnico-psicológica pra embarcar nessas coisas como calhou de ser uma ótima oportunidade para desenvolver algumas habilidades que me serão úteis em um projetinho pessoal que pretendo realizar esse ano. Mas sobre isso: aguardem.

Não existe uma lista de temas oficial e resolvi pela primeira vez participar de um desafio desses sem uma. Vamos ver o que sai.




Borboletas que migram ou não
Por B. | 29/05/2021

As Borboletas Monarca são uma espécie que todo mundo tem a impressão de já ter visto, porque por aqui no Brasil temos várias espécies parecidas com listras laranjas e pretas e os pontinhos brancos. Mas apesar de parecerem comuns, a subestécie Danaus plexippus plexippus dessas borboletas está em um galopante processo de extinção, mais uma consequência lamentável das mudanças climáticas, um desastre descomunal para o planeta pois essas danadas literalmente atravessam gerações num ciclo migratório impressionante que poliniza quase 5.000.000 quilômetros entre México e Canadá. É realmente incrível. Recentemente, cientistas tentaram aumentar sua população com a criação em cativeiro. Quando finalmente soltaram as milhares de borboletas, descobriram que Borboletas Monarca criadas em cativeiro não sabem migrar.

Um estudo de 2019 descobriu que a clausura provoca alterações identificáveis no código genético dessas borboletas, apagando sua habilidade de saber pra onde ir. Mas em algum universo paralelo, alguém me pede para fazer uma interpretação poética sem muito compromisso com as realidades dos fatos para essa descoberta – nesse universo paralelo as pessoas não confundem idéias agradáveis com as realidades dos fatos. E eu digo que as borboletas mais novas na jornada aprendem com as mais velhas que aprenderam com as mais velhas que se foram no caminho. As borboletas portanto, concluo, migram não por instinto e sim por senso de responsabilidade. Fofas.




Monstro de metal
Por B. | 28/05/2021




Passando no canto
Por B. | 26/05/2021




Programação semanal do Blog
Por B. | 25/05/2021

Pois é, esse blog meio que tem uma programação. Não sei se é perceptível.


Segundas, quartas e sextas: desenhos escolhidos do meu caderno de rascunho, feitos na semana anterior.

Sábados: textos.

Domingos: revesamento entre seleção dos sketches urbanos (USK) e das ilustrações científicas da quinzena.

Terças e quintas: tudo pode acontecer, inclusive nada.




Vôo acompanhado
Por B. | 24/05/2021




Leucinodes orbonalis
Por B. | 23/05/2021

Desenhos de imago recém saído do casulo.




Jacarezinho
Por B. | 22/05/2021

Vamos recapitular: o Brasil foi último país a abolir a escravidão, e só depois que a pressão ficou inviável. Não só a nossa política se fundou em uma lógica escravagista, como a nossa sociedade se organizou em torno de relações escravagistas e as nossas leis foram paulatinamente repensadas para a manutenção dessas relações à medida que o sistema em si se tornava uma vergonha. Nosso sistema jurídico, penal, nossa polícia, são frutos históricos de algo que só deixou de ser explícito 39 anos antes do meu avô, ainda vivo, nascer. Deixando de ser explícito, se tornou mais um valor implícito cultivado nas brechas do jeitinho.

Quando um vice-presidente brasileiro diz que o irmão de uma garotinha de 9 anos, um senhor desarmado em uma cadeira de plástico e mais 20 e tantas pessoas que foram assassinadas por simplesmente estarem lá são “tudo bandido”, ele quer dizer “tudo preto”. Eis o progresso malicioso de uma ordem velha e cruel.




Tá de binder?
Por B. | 21/05/2021




Quase uma mosca
Por B. | 19/05/2021




Quase um peixe
Por B. | 17/05/2021




USK – primeiros de Maio
Por B. | 16/05/2021




Desentupindo canetas técnicas (de nanquim)
Por B. | 15/05/2021

Essa foi minha primeira caneta de nanquim, presente de aniversário do meu Tio, quando eu era bem criancinha. Ela estava há pelo menos uns 28 anos sem funcionar.

Depois dessa conquista, me empolguei e embarquei numa jornada de desentupimento em série das canetas que estavam na caixa de materiais que herdei. É uma bela coleção de marcas e tamanhos de pena variados. Todas com diferentes de graus de limpeza, algumas estavam com restos de nanquim há anos abstruindo suas pecinhas. Agora, estão todas guardadas no estojo reservado para materiais de arte final, devidamente funcionais. Como? Abaixo, um breve tutorial.

O que eu uso nessas sessões de luta contra as pelotas de tinta ressecada:
– Amônia, desses potinhos que se compra em farmácia e supermercados para descolorir pelos. Use em locais ventilados e evite inalar, de preferência use máscara. Não é brincadeira!
– Água (faça isso perto de uma torneira)
– Palitinhos de dente
– Algodão
– Cotonetes
– Papel higiênico ou toalha de papel
– Potinho de vidro
– Pedaço de borracha de pneu de bicicleta (é opcional, porém bastante útil)

A amônia, dica que peguei dos blogs de entusiastas de caneta tinteiro, dissolve os resquícios solidificados de tinta mas nanquim é uma tinta solúvel em água então você pode tentar remover boa parte dos resíduos apenas lavando com água mesmo e reservar o uso da amônia para as partes mais difíceis. Ainda assim, quando for usar a amônia, procure dissolvê-la como eu explicarei mais adiante.

Primeiramente, é preciso entender o funcionamento da caneta técnica e aprender a desmontá-la sem danificá-la. Apesar das pequenas diferenças entre uma marca e outra, todas as canetas do tipo são constituídas basicamente de um cabo, uma tampa, um recipiente para a tinta, uma base para a pena e a pena, que é formada por uma estrutura externa com uma tampa embaixo que contém uma delicada agulha. É nessas últimas peças que a mágica – ou a maldição – acontece.

Comece deixando esse conjunto de peças de molho por mais ou menos 24 horas em uma mistura de 1 parte de amônia para 5 de água. Isso vai ajudar a amolecer e eliminar parte da tinta que estiver grudando as peças para que você desmonte a estrutura. Lave o conjunto na torneira e deixe tudo à mão para iniciar os trabalhos. Desmonte tudo tomando cuidado para separar as pecinhas de uma forma que elas não rolem para o chão e que você não as perca de vista, elas são bem pequenas e fáceis de perder! Caso a rosca esteja muito difícil de desenroscar, use um pedaço de borracha de pneu de bicicleta para segurar firme e ter o atrito suficiente. Aliás, guarde esse pedaço de borracha, isso vai facilitar a lidar com todas as roscas da vida que você encontrar daqui pra frente.

Umedeça o algodão em amônia e muito, muito, mas muito mesmo delicadamente limpe a agulha. Sempre que você usar amônia pura, enxagüe a peça logo em seguida. A recomendação é que se dilua a amônia para evitar danificar o material da caneta, mas às vezes é necessário usá-la pura nesses casos. Por via das dúvidas, enxagüe em seguida para evitar problemas. Pingue uma gota de amônia dentro da tampa e use o palitinho e cotonetes para desmanchar e retirar a tinta que estiver lá dentro. Faça o mesmo com o tubinho para a tinta, usando um pouco de algodão enrolado na ponta do palitinho ou um cotonete para evitar arranhar o plástico dessa peça, que costuma ser mais suave. A ponta do palitinho também serve para retirar tinta dos frisos das roscas. Repita esses procedimentos quantas vezes forem necessárias. Enxagüe, enxugue, monte novamente, encha o tubinho de tinta nova e termine de montar sua caneta.

Para ajudar a tinta nova a chegar na ponta, você pode deixá-la virada com a ponta pra baixo, tampada, durante alguns minutos. A velha balançadinha também vai ajudar nessa hora e se você ouvir o característico barulho da agulha batendo lá dentro, é sinal de que você conseguiu desobstruir o caminho. Agora tudo deve funcionar perfeitamente mas se isso não acontecer, repita a limpeza. Não desista da sua caneta!




26
Por B. | 10/05/2021




A caixa do luto
Por B. | 08/05/2021

Há anos, eu guardava uma caixa de materiais de arte que foram de um tio meu. Finalmente usar esses materiais, esse ano depois de tantos outros, foi resultado de um processo muito pessoal e intenso de, com muita terapia, trabalhar um luto que ainda estava engasgado. Meu tio tinha uma invejável coleção de HQs que ele me mostrava com paixão em conversas que definiram meus desenhos até hoje. Ele ajudou a plantar no fundo da minha consciência a sementinha que mais tarde me fez entrar para o time dos comedores de planta, o que ele não chegou a ver acontecer. Enquanto ele estava vivo eu não tinha a maturidade para entender quão profundo, revolucionário e necessário era seu discurso de que a humanidade é sim constituída de uma maioria de pessoas boas, que querem o bem e que o fazem, que não podemos deixar o barulho dos atos ruins poluir nossa capacidade de enxergar isso. Ele carregava o estigma de figura exótica com invejável tranquilidade e seu sempre inabalável senso de humor. Uma vida relativamente breve vivida com uma indiscutível e raríssima intensidade.

As canetas e lápis herdados são uma das várias formas em que ele marcou o que eu faço sem saber.




Dor nas costas
Por B. | 07/05/2021




De óculos
Por B. | 05/05/2021




Cybercaracol
Por B. | 03/05/2021




Alguma luz
Por B. | 01/05/2021

(Enviei esse texto ao urbansketcher.org junto com os sketches postados no dia 22 e imediatamente recebi a resposta automática de que não estão recebendo posts novos nem novos correspondentes. Vou enviá-lo para o mundo através do Blog então).

Pelo bem da nossa saúde mental, eu e minha esposa tivemos a idéia de passar uma hora da parte da manhã sentades na área comum do nosso prédio. Nós somos pessoas de “lá fora”, sabe. Nossas mentes ainda não se acostumaram com a falta das caminhadas, das ruas, do barulho, das pessoas e das noites sem fim dançando com nossos amigos. O covid veio e nós passamos um ano tentando aprender como ficar sãs assim, quietes em casa. Ainda estamos tentando então talvez aquela área, apesar de ainda estar na parte de dentro do portão, possa ser uma dosa segura de “lá fora”. Aí eu coloco no bolso o kit de sketch atual, o mais minimalista que já tive e ainda não tive chance de usar em um encontro com minhes companheires sketchers do grupo local. Uma caneta tinteiro com tinta preta, um pincel de água, uma caneta branca de gel e meu caderninho minúsculo. Só isso.

Nós nos sentamos lá, minha esposa abre um livro, eu escolho uma parte de “lá fora” e começo a desenhar. Algumas coisas passam pela minha cabeça. Eu penso em como eu comecei a fazer urban skecth para melhorar os cenários das minhas ilustrações sci-fi, e agora nós estamos vivendouma distopia real. Eu penso na minha cidade, sua famosa vida noturna sem fim de bares e como é que eu pude realmente achar que as pessoas aqui iriam ficar em casa, que ingenuidade a minha. Eu penso naquela noite em 2018, quando nós nos encontramos com outras pessoas LGBTQIA como nós, amigues e estranhes, em um apartamento onde nunca estivemos antes e nós choramos todes juntes porque o obscurantismo havia ganhado as eleições, e agora as decisões negacionistas desse governo levou o Brasil a mais de 3000 mortes por dia, sem perspectiva de nenhuma solução. Eu vejo pessoas andando na calçada sem máscara e penso em nosses amigues que fizeram seu melhor para se cuidas e mesmo assim ficaram doentes e eu penso em nossos parentes que morreram. O medo e a decepção estranhamente se misturam a luz aconchegante e quentinha do sol da manhã enquanto eu capturo um pedaço do país perdido que habito. E então nós voltamos pra dentro, pra enfrentar mais um dia de paciência e esperança vacilante. Fiquem segures, se cuidem.

________________________________

(I sent this text to urbansketchers.org with sketches posted on 22th and imediately received the answer that they’re not “not reviewing USk blog guest posts or considering new correspondents at this time”. So I will send it to the world through the Blog).

Some light

For the sake of our mental heath, me and my wife had the idea of spending an hour in the morning sitting at a common area of our building. We are both “outside” people, you know. Our minds still didn’t get used to miss the walks, the streets, the noise, the people and the endless nights dancing with our friends. So covid came and we spent an year trying to learn how to stay sane like this, quiet at home. We are still trying, so maybe that area, though is still inside the buiding’s front door, can be a litttle safe dose of outside. So I put in my pocket the current sketch set, the most minimalist I ever had and I didn’t get the chance of use it in a encounter with my fellow sketcher from the local group. One fountain pen filled with black ink, one waterbrush, one white gel pen and my tiny sketchbook. That’s it.

We sit there, my wife opens a book, I choose a part of “out there” and start drawing. Some things come to my mind. I think about how I first get into urban sketch to improve the backgrounds of my sci-fi illustrations, and now we are living a real distopia. I think about my city, it’s famous non-stop night life of bars and how come I really thought people here would really stay home, how naive of me. I think about that night in 2018, when we met other LGBTQIA people like us, friends and strangers, on a appartment we never went before, and we cried all together cause the obscurantism won the presidential elections, and now this government’s negationists decisions drove Brazil to more than 3000 deaths per day, without perspective of any solutions. I see people walking the sidewalk without a mask and I think about our friends who made their best to take care but got sick, and I think about our relatives who died. The fear and the disapoitment oddly mix with the cozy warm morning sunlight as I capture a piece of the lost country I habit. And then we go back indoors, to face another day of patience and stumbling hope. Stay safe, take care.




USK – seleção dos últimos de Abril
Por B. | 30/04/2021




“… only happy accidents.”
Por B. | 28/04/2021




Um pouco de qualquer coisa
Por B. | 26/04/2021




Estação de desenrugamento de papel
Por B. | 24/04/2021

Mesmo usando o mais caro, grosso e tunado dos papéis de aquarela, o enrugamento é um problema real (nem adianta culpar meu gosto pelo Bristol). Mas é possível deixar o papel reto adotando uma rotina de “desenrugamento de papel” à finalização de suas obras. Eu recomendo inclusive montar um cantinho já preparado para isso:

Tenha uma bucha, dessas de cozinha, separada para isso. Umedeça a bucha – apenas umedeça! Não encharque, não molhe… umedeça e se foro caso, esprema pra tirar o excesso – e passe bem suavemente a parte mais macia da bucha no verso do papel. Muito cuidado e atenção para não deixar excesso de água atravessar para o outro do papel nem escorrer para o outro lado pelas bordas, arruinando o seu trabalho. umedeça e passe suavemente, com muito carinho. É uma operação delicada.

Delicadamente repouse o papel em uma superfície reta com a pintura para baixo. Cubra com algumas folhas que vão absorver a umidade (eu uso papel jornal porque tenho guardado um pacote grande há um tempo e tem funcionado bem). Coloque peso em cima e deixe descansando de um dia pro outro. Pronto!




Em dupla
Por B. | 23/04/2021




USK de dentro do prédio
Por B. | 22/04/2021




Mudanças na crisálida
Por B. | 21/04/2021

Desenhos de observação que fiz de uma crisálida de borboleta que estou hospedando aqui em casa, desde quando era uma lagarta. No 12º dia ocorreram várias mudanças e corri para registrar. Desde então, as transformações estagnaram e a borboleta ainda não saiu. Espero que ela esteja bem lá dentro…




“Hack” para aquarela líquida
Por B. | 17/04/2021

Há alguns anos troquei a aquarela tradicional pela aquarela líquida. As cores são mais vibrantes que as da aquarela tradicional e a maneira como ela seca parece algo entre a aquarela tradicional e o gouache, o que é exatamente tudo o que eu sempre quis. Mas a rapidez com que ela seca pode ser um complicador para a técnica de muita gente – como eu, que insisto em gostar da combinação da aquarela com papel Bristol.

Mas confie na experimentação e a gambiarra vos libertará. Acabei descobrindo, entre um teste aqui e outro ali, um truque que resolve esse problema e ainda cria outras possibilidades: basta adicionar gotas de goma arábica à aquarela líquida. Isso vai fazer com a tinta deslize suavemente pela superfície do papel, independente do quão diluída ou não, de forma homogênea sem aquelas marcas nas áreas que secam antes que você cubra tudo o que quer. Isso não afeta a cor, não interfere no uso de máscaras e permite perfeitamente a mistura entre as camadas. A quantidade de goma arábica a ser adicionada vai depender do que você quer, é fácil criar essa noção após fazer algumas poucas experiências. Pode variar de uma gotinha pra uma grande quantidade de tinta (com água ou não) até mesmo uma proporção de mais da metade de goma, o que vai dar um toque aveludado à mistura.

Também é possível converter a aquarela líquida em sólida. Para isso, adicione de 2 a 4 partes de goma arábica para 5 de aquarela pura num recipiente pequeno (como uma pastilha vazia), misture bem (você pode usar um palitinho) e deixe secar no sol. Você vai poder carregar essa tinta solidificada numa latinha ou estojo e usar acrescentando água, como as tradicionais aquarelas compradas em pastilha.




Cróped
Por B. | 16/04/2021




De boas
Por B. | 14/04/2021




É meu!
Por B. | 12/04/2021




Nenhuma novidade
Por B. | 10/04/2021

Ali naquela praia, ali na areia

ninguém se preocupou com o que queria a sereia

– Óh, mundo tão desigual…




Colar
Por B. | 09/04/2021




Prótese
Por B. | 07/04/2021




Meias e tattoo
Por B. | 05/04/2021




Pra não deixar passar
Por B. | 31/03/2021

No dia 31 de março de 1964, um golpe militar no Brasil deu início a uma ditadura violenta, brutal, absurda, vergonhosa, inaceitável.

Nesse mês o Brasil bateu o recorde de óbitos em meio à pandemia que está sendo ignorada pelas autoridades responsáveis de forma violenta, brutal, absurda, vergonhosa, inaceitável.

Esse é o penúltimo ano de um governo que segue, em todas as áreas que alcança, violento, brutal, absurdo, vergonhoso, inaceitável.

Em comum a tudo isso: mãos militares nos arrastando desespero adentro e nossa história que avança sem sinal de justiça.




March Of Robots 2021
Por B. |

#marchofrobots #marchofrobots2021




Poster: Special (Garbage)
Por B. | 19/03/2021

Poster inspirado num dos videoclips mais sensacionais dos anos 90.




March of Robots 2021!?
Por B. | 13/03/2021

Eeeeeeeita… e quase na metade do mês me dei conta de que é março, e março tem March of Robots, oras! Ano passado foi divertidíssimo. Esse ano ainda vou precisar correr atrás do prejuízo e produzir praticamente em dobro pra conseguir completar o desafio. Triunfarei?

Lista dos temas:

1. elemento
2. canhão
3. cômodo
4. correr
5. espada
6. escudo
7. água
8. folha
9. caminho
10. roda
11. som
12. bolha
13. flor
14. pessoal/pessoas
15. ferramenta
16. remendo
17. símbolo
18. lar
19. areia
20. primavera
21. prêmio
22. trabalho
23. corrente
24. flutuar
25. estender
26. caixa
27. luz
28. perdide
29. soltar
30. procurar
31. pedra




Concentração
Por B. | 03/03/2021




Poster: Dá-lhe Dois
Por B. | 01/03/2021

Poster criado para a Dá-lhe Dois, a primeira headshop de Divinópolis.




Bichinho
Por B. | 26/02/2021




High tech, low life, moletom e chinelo
Por B. | 24/02/2021




Space Oddity
Por B. | 23/02/2021

“-Here am I floating ‘round my tin can
Far above the moon
Planet Earth is blue
And there’s nothing I can do”




Reparos
Por B. | 22/02/2021




Mais um rosto
Por B. | 19/02/2021




Outro rosto estranho
Por B. | 17/02/2021




Tirei o dia pra testar rostos
Por B. | 15/02/2021




Veículo compacto
Por B. | 12/02/2021




IRC!
Por B. | 10/02/2021




Upgrade
Por B. | 08/02/2021




Detalhe (chocade)
Por B. | 05/02/2021




É o poder
Por B. | 03/02/2021

Fiquei sabendo que a Karol Conká é a inimiga número 1 do Brasil! Caramba. Combatam esse mal, gente. Porque se a pessoa é assim, homofóbica, classista, racista, misógina, agressiva, arrogante e age assim por anos, usa dinheiro público como se fosse dela, faz hora com a cara de um país inteiro no meio de uma pandemia horrorosa e deixa milhões de pessoas morrerem e ainda vem debochar disso, olha… essa pessoa não vai parar. Que absurdo a Karol Conká falar que a administração dela não tem dinheiro pra testes e depois acharem um monte de testes vencendo, sem aplicação. Como Karol Conká usa nossos impostos, afinal? Não podemos admitir que Karol Conká faça tanto corpo mole pra providenciar vacinas a ponto de deixar o país na mão. Não podemos deixar que Karol Conká permita que queimem a Amazônia e sufoque o país numa nuvem de destruição, que aprove uns 500 agrotóxicos, que trate cargos de poder como seu clubinho particular, que distorça nossas instituições pra proteger sua família desonesta, que aja como se não nos devesse satisfação. Francamente! Precisamos colocar limites, senão Karol Conká faz como fez e gasta bilhões do nosso dinheiro alegadamente em leite condensado e se questionarmos, ela ainda manda enfiarmos as latas no cu. Que desaforo! E depois de tanto tempo assistindo a esse comportamento inaceitável, é capaz de deixarmos pra lá e voltarmos a força da nossa revolta pra algo infinitamente menos ameaçador. Porque quando a gente se acostuma com gente assim e ainda dá poder e espaço, essa gente não para. Depois não vem dizer que eu não avisei… ah-aaã… só não vem dizer que não… ah-aaã… só não vem dizer…




Mecagalizilla
Por B. |




Quem?
Por B. | 01/02/2021




Ele voa!
Por B. | 29/01/2021




Estudos – naves
Por B. | 27/01/2021




Calor pós-apocalíptico
Por B. | 25/01/2021




Ventinho na janela
Por B. | 22/01/2021




Só um pedaço
Por B. | 20/01/2021




Balanço entre o gestual e o controle
Por B. | 18/01/2021




Esse é o post número 250!
Por B. | 16/01/2021

O aprendizado é constante.

O processo não tem fim.

A transformação é inevitável.

Rever o básico faz parte.




Mecânico/orgânico
Por B. | 15/01/2021




Partes
Por B. | 13/01/2021




Pedaço
Por B. | 11/01/2021




Quase chegando
Por B. | 08/01/2021




Distorção
Por B. | 06/01/2021




Debaixo da ponte
Por B. | 04/01/2021




Um alvo no bar
Por B. | 01/01/2021







posts do antigo blog