Inseto amigo
Por B. | 22/09/2021




Aranhas mecânicas
Por B. | 21/09/2021




Cor no bico de pena
Por B. | 20/09/2021




Sala com janela
Por B. | 17/09/2021




Oscilante
Por B. | 16/09/2021




Pena G e tinta cinza
Por B. | 15/09/2021




Superpeidão
Por B. | 14/09/2021




J. Herbin não são veganas
Por B. | 28/08/2021

Troquei emails com a J. Herbin para saber se as tintas pra canetas tinteiro de marca são veganas. Não são.




Atenção!
Por B. | 27/08/2021




Bocejo
Por B. | 25/08/2021




Cyborg na pracinha
Por B. | 24/08/2021




Gizmo-algo
Por B. | 20/08/2021




Pesadinho
Por B. | 18/08/2021




Um caju
Por B. | 16/08/2021




Conheça seu meme
Por B. | 14/08/2021

Se, na era da informação, tantas pessoas são guiadas por concepções equivocadas e nocivas da realidade, é porque existe uma crise profunda de confiança nos processos de construção do conhecimento, e essa desonfiança e fruto da falta de sua compreensão. Fazer a população desaprender sobre o conhecimento é um projeto minucioso porém rápido, que começou mais concretamente no Japão, quando decidiu-se que que disciplinas escolares da área de humanas não interessam ao mercado, logo seriam inúteis. A mão do neoliberalismo globalizado espalhou essa decisão e, de país em país cortando a história, a filosofia, a sociologia do convívio desde a infância, em pouco tempo surgiu uma geração terraplanista aterrorizada pelo fantasma do comunismo.

E se humor é um mecanismo de reforço de valores e ideias em uma sociedade, eu sugiro a quem se dedica às humanidades que exclua de seu repertório de piadas/memes o sintomático “não sei fazer isso, sou de humanas”. Valorizemos nosso campo. Se for pra fazer piada, vamos nos servir da sagacidade que nossa compreensão do mundo nos proporciona para apontar seus absurdos.




A cidade é um borrão cinza
Por B. | 13/08/2021




Lentes
Por B. | 11/08/2021




Tocha
Por B. | 09/08/2021




Fumaça no fundo
Por B. | 06/08/2021




Mais dois de bônus
Por B. | 05/08/2021




Anteninha
Por B. | 04/08/2021




Em apoio à queima da estátua de Borba Gato
Por B. | 26/07/2021




Kaijune 2021
Por B. | 30/06/2021

Clique na imagem para ver maior!

#kaijune #kaijune2021




USK – Seleção de Junho
Por B. | 27/06/2021




Prédio
Por B. | 19/06/2021

Era pixado,

pintaram como novo:

tinta que apaga.




Contraste
Por B. | 12/06/2021

Estava escuro

e então os vagalumes

saíram pra dançar.




Noite estrelada em LV-426
Por B. | 05/06/2021

Van Gogh se matou aos 37 anos, acho um péssimo ponto para parar. Ripley só conseguiu retornar à Terra mais de 250 anos e 8 clonagens híbridas depois de enfrentar seu primeiro xenomorfo na Nostromo. 37 anos é uma idade em que a pessoa já aprendeu uma coisa ou outra sobre tempo perdido em sono criogênico, sobre os monstros que a perseguem, sobre se virar na imprevisibilidade da jornada e acabou de aprender que dá pra brincar com os amarelos e azuis.

Feliz aniversário pra mim.




Deve ser isso aqui
Por B. | 04/06/2021




Esse renderia uma bela sessão de terapia
Por B. | 02/06/2021




Muito pano
Por B. | 31/05/2021




USK – seleção dos últimos de Maio
Por B. | 30/05/2021




Finalmente, Kaijune 2021!
Por B. |

Fugindo um pouco da programação que postei outro dia mesmo – anarquia, bebê! – quero anunciar nem que seja com dois dias de antecedência que esse ano vou participar do desafio Kaijune.

Explicando o desafio: o nome é um trocadilho (como sempre) com a palavra June, que é junho em inglês, e kaiju, ou 怪獣, que é uma palavra japonesa que pode ser traduzida como “monstro”, “besta incomum”… É como é chamada aquela categoria de monstros gigantes que conhecemos de programas como Power Rangers. Godzilla talvez seja o kaiju mais famoso. Enfim, a proposta é postar um desenho de um kaiju por dia durante o mês de junho.

Há anos fico na vontade mas nunca me organizei o suficiente. Esse ano não só rolou a tal preparação técnico-psicológica pra embarcar nessas coisas como calhou de ser uma ótima oportunidade para desenvolver algumas habilidades que me serão úteis em um projetinho pessoal que pretendo realizar esse ano. Mas sobre isso: aguardem.

Não existe uma lista de temas oficial e resolvi pela primeira vez participar de um desafio desses sem uma. Vamos ver o que sai.




Borboletas que migram ou não
Por B. | 29/05/2021

As Borboletas Monarca são uma espécie que todo mundo tem a impressão de já ter visto, porque por aqui no Brasil temos várias espécies parecidas com listras laranjas e pretas e os pontinhos brancos. Mas apesar de parecerem comuns, a subestécie Danaus plexippus plexippus dessas borboletas está em um galopante processo de extinção, mais uma consequência lamentável das mudanças climáticas, um desastre descomunal para o planeta pois essas danadas literalmente atravessam gerações num ciclo migratório impressionante que poliniza quase 5.000.000 quilômetros entre México e Canadá. É realmente incrível. Recentemente, cientistas tentaram aumentar sua população com a criação em cativeiro. Quando finalmente soltaram as milhares de borboletas, descobriram que Borboletas Monarca criadas em cativeiro não sabem migrar.

Um estudo de 2019 descobriu que a clausura provoca alterações identificáveis no código genético dessas borboletas, apagando sua habilidade de saber pra onde ir. Mas em algum universo paralelo, alguém me pede para fazer uma interpretação poética sem muito compromisso com as realidades dos fatos para essa descoberta – nesse universo paralelo as pessoas não confundem idéias agradáveis com as realidades dos fatos. E eu digo que as borboletas mais novas na jornada aprendem com as mais velhas que aprenderam com as mais velhas que se foram no caminho. As borboletas portanto, concluo, migram não por instinto e sim por senso de responsabilidade. Fofas.




Monstro de metal
Por B. | 28/05/2021




Passando no canto
Por B. | 26/05/2021




Programação semanal do Blog
Por B. | 25/05/2021

Pois é, esse blog meio que tem uma programação. Não sei se é perceptível.


Segundas, quartas e sextas: desenhos escolhidos do meu caderno de rascunho, feitos na semana anterior.

Sábados: textos.

Domingos: revesamento entre seleção dos sketches urbanos (USK) e das ilustrações científicas da quinzena.

Terças e quintas: tudo pode acontecer, inclusive nada.




Vôo acompanhado
Por B. | 24/05/2021




Leucinodes orbonalis
Por B. | 23/05/2021

Desenhos de imago recém saído do casulo.




Jacarezinho
Por B. | 22/05/2021

Vamos recapitular: o Brasil foi último país a abolir a escravidão, e só depois que a pressão ficou inviável. Não só a nossa política se fundou em uma lógica escravagista, como a nossa sociedade se organizou em torno de relações escravagistas e as nossas leis foram paulatinamente repensadas para a manutenção dessas relações à medida que o sistema em si se tornava uma vergonha. Nosso sistema jurídico, penal, nossa polícia, são frutos históricos de algo que só deixou de ser explícito 39 anos antes do meu avô, ainda vivo, nascer. Deixando de ser explícito, se tornou mais um valor implícito cultivado nas brechas do jeitinho.

Quando um vice-presidente brasileiro diz que o irmão de uma garotinha de 9 anos, um senhor desarmado em uma cadeira de plástico e mais 20 e tantas pessoas que foram assassinadas por simplesmente estarem lá são “tudo bandido”, ele quer dizer “tudo preto”. Eis o progresso malicioso de uma ordem velha e cruel.




Tá de binder?
Por B. | 21/05/2021




Quase uma mosca
Por B. | 19/05/2021




Quase um peixe
Por B. | 17/05/2021




USK – primeiros de Maio
Por B. | 16/05/2021




Desentupindo canetas técnicas (de nanquim)
Por B. | 15/05/2021

Essa foi minha primeira caneta de nanquim, presente de aniversário do meu Tio, quando eu era bem criancinha. Ela estava há pelo menos uns 28 anos sem funcionar.

Depois dessa conquista, me empolguei e embarquei numa jornada de desentupimento em série das canetas que estavam na caixa de materiais que herdei. É uma bela coleção de marcas e tamanhos de pena variados. Todas com diferentes de graus de limpeza, algumas estavam com restos de nanquim há anos abstruindo suas pecinhas. Agora, estão todas guardadas no estojo reservado para materiais de arte final, devidamente funcionais. Como? Abaixo, um breve tutorial.

O que eu uso nessas sessões de luta contra as pelotas de tinta ressecada:
– Amônia, desses potinhos que se compra em farmácia e supermercados para descolorir pelos. Use em locais ventilados e evite inalar, de preferência use máscara. Não é brincadeira!
– Água (faça isso perto de uma torneira)
– Palitinhos de dente
– Algodão
– Cotonetes
– Papel higiênico ou toalha de papel
– Potinho de vidro
– Pedaço de borracha de pneu de bicicleta (é opcional, porém bastante útil)

A amônia, dica que peguei dos blogs de entusiastas de caneta tinteiro, dissolve os resquícios solidificados de tinta mas nanquim é uma tinta solúvel em água então você pode tentar remover boa parte dos resíduos apenas lavando com água mesmo e reservar o uso da amônia para as partes mais difíceis. Ainda assim, quando for usar a amônia, procure dissolvê-la como eu explicarei mais adiante.

Primeiramente, é preciso entender o funcionamento da caneta técnica e aprender a desmontá-la sem danificá-la. Apesar das pequenas diferenças entre uma marca e outra, todas as canetas do tipo são constituídas basicamente de um cabo, uma tampa, um recipiente para a tinta, uma base para a pena e a pena, que é formada por uma estrutura externa com uma tampa embaixo que contém uma delicada agulha. É nessas últimas peças que a mágica – ou a maldição – acontece.

Comece deixando esse conjunto de peças de molho por mais ou menos 24 horas em uma mistura de 1 parte de amônia para 5 de água. Isso vai ajudar a amolecer e eliminar parte da tinta que estiver grudando as peças para que você desmonte a estrutura. Lave o conjunto na torneira e deixe tudo à mão para iniciar os trabalhos. Desmonte tudo tomando cuidado para separar as pecinhas de uma forma que elas não rolem para o chão e que você não as perca de vista, elas são bem pequenas e fáceis de perder! Caso a rosca esteja muito difícil de desenroscar, use um pedaço de borracha de pneu de bicicleta para segurar firme e ter o atrito suficiente. Aliás, guarde esse pedaço de borracha, isso vai facilitar a lidar com todas as roscas da vida que você encontrar daqui pra frente.

Umedeça o algodão em amônia e muito, muito, mas muito mesmo delicadamente limpe a agulha. Sempre que você usar amônia pura, enxagüe a peça logo em seguida. A recomendação é que se dilua a amônia para evitar danificar o material da caneta, mas às vezes é necessário usá-la pura nesses casos. Por via das dúvidas, enxagüe em seguida para evitar problemas. Pingue uma gota de amônia dentro da tampa e use o palitinho e cotonetes para desmanchar e retirar a tinta que estiver lá dentro. Faça o mesmo com o tubinho para a tinta, usando um pouco de algodão enrolado na ponta do palitinho ou um cotonete para evitar arranhar o plástico dessa peça, que costuma ser mais suave. A ponta do palitinho também serve para retirar tinta dos frisos das roscas. Repita esses procedimentos quantas vezes forem necessárias. Enxagüe, enxugue, monte novamente, encha o tubinho de tinta nova e termine de montar sua caneta.

Para ajudar a tinta nova a chegar na ponta, você pode deixá-la virada com a ponta pra baixo, tampada, durante alguns minutos. A velha balançadinha também vai ajudar nessa hora e se você ouvir o característico barulho da agulha batendo lá dentro, é sinal de que você conseguiu desobstruir o caminho. Agora tudo deve funcionar perfeitamente mas se isso não acontecer, repita a limpeza. Não desista da sua caneta!




26
Por B. | 10/05/2021




A caixa do luto
Por B. | 08/05/2021

Há anos, eu guardava uma caixa de materiais de arte que foram de um tio meu. Finalmente usar esses materiais, esse ano depois de tantos outros, foi resultado de um processo muito pessoal e intenso de, com muita terapia, trabalhar um luto que ainda estava engasgado. Meu tio tinha uma invejável coleção de HQs que ele me mostrava com paixão em conversas que definiram meus desenhos até hoje. Ele ajudou a plantar no fundo da minha consciência a sementinha que mais tarde me fez entrar para o time dos comedores de planta, o que ele não chegou a ver acontecer. Enquanto ele estava vivo eu não tinha a maturidade para entender quão profundo, revolucionário e necessário era seu discurso de que a humanidade é sim constituída de uma maioria de pessoas boas, que querem o bem e que o fazem, que não podemos deixar o barulho dos atos ruins poluir nossa capacidade de enxergar isso. Ele carregava o estigma de figura exótica com invejável tranquilidade e seu sempre inabalável senso de humor. Uma vida relativamente breve vivida com uma indiscutível e raríssima intensidade.

As canetas e lápis herdados são uma das várias formas em que ele marcou o que eu faço sem saber.




Dor nas costas
Por B. | 07/05/2021




De óculos
Por B. | 05/05/2021




Cybercaracol
Por B. | 03/05/2021




Alguma luz
Por B. | 01/05/2021

(Enviei esse texto ao urbansketcher.org junto com os sketches postados no dia 22 e imediatamente recebi a resposta automática de que não estão recebendo posts novos nem novos correspondentes. Vou enviá-lo para o mundo através do Blog então).

Pelo bem da nossa saúde mental, eu e minha esposa tivemos a idéia de passar uma hora da parte da manhã sentades na área comum do nosso prédio. Nós somos pessoas de “lá fora”, sabe. Nossas mentes ainda não se acostumaram com a falta das caminhadas, das ruas, do barulho, das pessoas e das noites sem fim dançando com nossos amigos. O covid veio e nós passamos um ano tentando aprender como ficar sãs assim, quietes em casa. Ainda estamos tentando então talvez aquela área, apesar de ainda estar na parte de dentro do portão, possa ser uma dosa segura de “lá fora”. Aí eu coloco no bolso o kit de sketch atual, o mais minimalista que já tive e ainda não tive chance de usar em um encontro com minhes companheires sketchers do grupo local. Uma caneta tinteiro com tinta preta, um pincel de água, uma caneta branca de gel e meu caderninho minúsculo. Só isso.

Nós nos sentamos lá, minha esposa abre um livro, eu escolho uma parte de “lá fora” e começo a desenhar. Algumas coisas passam pela minha cabeça. Eu penso em como eu comecei a fazer urban skecth para melhorar os cenários das minhas ilustrações sci-fi, e agora nós estamos vivendouma distopia real. Eu penso na minha cidade, sua famosa vida noturna sem fim de bares e como é que eu pude realmente achar que as pessoas aqui iriam ficar em casa, que ingenuidade a minha. Eu penso naquela noite em 2018, quando nós nos encontramos com outras pessoas LGBTQIA como nós, amigues e estranhes, em um apartamento onde nunca estivemos antes e nós choramos todes juntes porque o obscurantismo havia ganhado as eleições, e agora as decisões negacionistas desse governo levou o Brasil a mais de 3000 mortes por dia, sem perspectiva de nenhuma solução. Eu vejo pessoas andando na calçada sem máscara e penso em nosses amigues que fizeram seu melhor para se cuidas e mesmo assim ficaram doentes e eu penso em nossos parentes que morreram. O medo e a decepção estranhamente se misturam a luz aconchegante e quentinha do sol da manhã enquanto eu capturo um pedaço do país perdido que habito. E então nós voltamos pra dentro, pra enfrentar mais um dia de paciência e esperança vacilante. Fiquem segures, se cuidem.

________________________________

(I sent this text to urbansketchers.org with sketches posted on 22th and imediately received the answer that they’re not “not reviewing USk blog guest posts or considering new correspondents at this time”. So I will send it to the world through the Blog).

Some light

For the sake of our mental heath, me and my wife had the idea of spending an hour in the morning sitting at a common area of our building. We are both “outside” people, you know. Our minds still didn’t get used to miss the walks, the streets, the noise, the people and the endless nights dancing with our friends. So covid came and we spent an year trying to learn how to stay sane like this, quiet at home. We are still trying, so maybe that area, though is still inside the buiding’s front door, can be a litttle safe dose of outside. So I put in my pocket the current sketch set, the most minimalist I ever had and I didn’t get the chance of use it in a encounter with my fellow sketcher from the local group. One fountain pen filled with black ink, one waterbrush, one white gel pen and my tiny sketchbook. That’s it.

We sit there, my wife opens a book, I choose a part of “out there” and start drawing. Some things come to my mind. I think about how I first get into urban sketch to improve the backgrounds of my sci-fi illustrations, and now we are living a real distopia. I think about my city, it’s famous non-stop night life of bars and how come I really thought people here would really stay home, how naive of me. I think about that night in 2018, when we met other LGBTQIA people like us, friends and strangers, on a appartment we never went before, and we cried all together cause the obscurantism won the presidential elections, and now this government’s negationists decisions drove Brazil to more than 3000 deaths per day, without perspective of any solutions. I see people walking the sidewalk without a mask and I think about our friends who made their best to take care but got sick, and I think about our relatives who died. The fear and the disapoitment oddly mix with the cozy warm morning sunlight as I capture a piece of the lost country I habit. And then we go back indoors, to face another day of patience and stumbling hope. Stay safe, take care.




USK – seleção dos últimos de Abril
Por B. | 30/04/2021




“… only happy accidents.”
Por B. | 28/04/2021




Um pouco de qualquer coisa
Por B. | 26/04/2021




Estação de desenrugamento de papel
Por B. | 24/04/2021

Mesmo usando o mais caro, grosso e tunado dos papéis de aquarela, o enrugamento é um problema real (nem adianta culpar meu gosto pelo Bristol). Mas é possível deixar o papel reto adotando uma rotina de “desenrugamento de papel” à finalização de suas obras. Eu recomendo inclusive montar um cantinho já preparado para isso:

Tenha uma bucha, dessas de cozinha, separada para isso. Umedeça a bucha – apenas umedeça! Não encharque, não molhe… umedeça e se foro caso, esprema pra tirar o excesso – e passe bem suavemente a parte mais macia da bucha no verso do papel. Muito cuidado e atenção para não deixar excesso de água atravessar para o outro do papel nem escorrer para o outro lado pelas bordas, arruinando o seu trabalho. umedeça e passe suavemente, com muito carinho. É uma operação delicada.

Delicadamente repouse o papel em uma superfície reta com a pintura para baixo. Cubra com algumas folhas que vão absorver a umidade (eu uso papel jornal porque tenho guardado um pacote grande há um tempo e tem funcionado bem). Coloque peso em cima e deixe descansando de um dia pro outro. Pronto!




Em dupla
Por B. | 23/04/2021




USK de dentro do prédio
Por B. | 22/04/2021




Mudanças na crisálida
Por B. | 21/04/2021

Desenhos de observação que fiz de uma crisálida de borboleta que estou hospedando aqui em casa, desde quando era uma lagarta. No 12º dia ocorreram várias mudanças e corri para registrar. Desde então, as transformações estagnaram e a borboleta ainda não saiu. Espero que ela esteja bem lá dentro…




“Hack” para aquarela líquida
Por B. | 17/04/2021

Há alguns anos troquei a aquarela tradicional pela aquarela líquida. As cores são mais vibrantes que as da aquarela tradicional e a maneira como ela seca parece algo entre a aquarela tradicional e o gouache, o que é exatamente tudo o que eu sempre quis. Mas a rapidez com que ela seca pode ser um complicador para a técnica de muita gente – como eu, que insisto em gostar da combinação da aquarela com papel Bristol.

Mas confie na experimentação e a gambiarra vos libertará. Acabei descobrindo, entre um teste aqui e outro ali, um truque que resolve esse problema e ainda cria outras possibilidades: basta adicionar gotas de goma arábica à aquarela líquida. Isso vai fazer com a tinta deslize suavemente pela superfície do papel, independente do quão diluída ou não, de forma homogênea sem aquelas marcas nas áreas que secam antes que você cubra tudo o que quer. Isso não afeta a cor, não interfere no uso de máscaras e permite perfeitamente a mistura entre as camadas. A quantidade de goma arábica a ser adicionada vai depender do que você quer, é fácil criar essa noção após fazer algumas poucas experiências. Pode variar de uma gotinha pra uma grande quantidade de tinta (com água ou não) até mesmo uma proporção de mais da metade de goma, o que vai dar um toque aveludado à mistura.

Também é possível converter a aquarela líquida em sólida. Para isso, adicione de 2 a 4 partes de goma arábica para 5 de aquarela pura num recipiente pequeno (como uma pastilha vazia), misture bem (você pode usar um palitinho) e deixe secar no sol. Você vai poder carregar essa tinta solidificada numa latinha ou estojo e usar acrescentando água, como as tradicionais aquarelas compradas em pastilha.




Cróped
Por B. | 16/04/2021




De boas
Por B. | 14/04/2021




É meu!
Por B. | 12/04/2021




Nenhuma novidade
Por B. | 10/04/2021

Ali naquela praia, ali na areia

ninguém se preocupou com o que queria a sereia

– Óh, mundo tão desigual…




Colar
Por B. | 09/04/2021




Prótese
Por B. | 07/04/2021




Meias e tattoo
Por B. | 05/04/2021




Pra não deixar passar
Por B. | 31/03/2021

No dia 31 de março de 1964, um golpe militar no Brasil deu início a uma ditadura violenta, brutal, absurda, vergonhosa, inaceitável.

Nesse mês o Brasil bateu o recorde de óbitos em meio à pandemia que está sendo ignorada pelas autoridades responsáveis de forma violenta, brutal, absurda, vergonhosa, inaceitável.

Esse é o penúltimo ano de um governo que segue, em todas as áreas que alcança, violento, brutal, absurdo, vergonhoso, inaceitável.

Em comum a tudo isso: mãos militares nos arrastando desespero adentro e nossa história que avança sem sinal de justiça.




March Of Robots 2021
Por B. |

#marchofrobots #marchofrobots2021




Poster: Special (Garbage)
Por B. | 19/03/2021

Poster inspirado num dos videoclips mais sensacionais dos anos 90.




March of Robots 2021!?
Por B. | 13/03/2021

Eeeeeeeita… e quase na metade do mês me dei conta de que é março, e março tem March of Robots, oras! Ano passado foi divertidíssimo. Esse ano ainda vou precisar correr atrás do prejuízo e produzir praticamente em dobro pra conseguir completar o desafio. Triunfarei?

Lista dos temas:

1. elemento
2. canhão
3. cômodo
4. correr
5. espada
6. escudo
7. água
8. folha
9. caminho
10. roda
11. som
12. bolha
13. flor
14. pessoal/pessoas
15. ferramenta
16. remendo
17. símbolo
18. lar
19. areia
20. primavera
21. prêmio
22. trabalho
23. corrente
24. flutuar
25. estender
26. caixa
27. luz
28. perdide
29. soltar
30. procurar
31. pedra




Concentração
Por B. | 03/03/2021




Poster: Dá-lhe Dois
Por B. | 01/03/2021

Poster criado para a Dá-lhe Dois, a primeira headshop de Divinópolis.




Bichinho
Por B. | 26/02/2021




High tech, low life, moletom e chinelo
Por B. | 24/02/2021




Space Oddity
Por B. | 23/02/2021

“-Here am I floating ‘round my tin can
Far above the moon
Planet Earth is blue
And there’s nothing I can do”




Reparos
Por B. | 22/02/2021




Mais um rosto
Por B. | 19/02/2021




Outro rosto estranho
Por B. | 17/02/2021




Tirei o dia pra testar rostos
Por B. | 15/02/2021




Veículo compacto
Por B. | 12/02/2021




IRC!
Por B. | 10/02/2021




Upgrade
Por B. | 08/02/2021




Detalhe (chocade)
Por B. | 05/02/2021




É o poder
Por B. | 03/02/2021

Fiquei sabendo que a Karol Conká é a inimiga número 1 do Brasil! Caramba. Combatam esse mal, gente. Porque se a pessoa é assim, homofóbica, classista, racista, misógina, agressiva, arrogante e age assim por anos, usa dinheiro público como se fosse dela, faz hora com a cara de um país inteiro no meio de uma pandemia horrorosa e deixa milhões de pessoas morrerem e ainda vem debochar disso, olha… essa pessoa não vai parar. Que absurdo a Karol Conká falar que a administração dela não tem dinheiro pra testes e depois acharem um monte de testes vencendo, sem aplicação. Como Karol Conká usa nossos impostos, afinal? Não podemos admitir que Karol Conká faça tanto corpo mole pra providenciar vacinas a ponto de deixar o país na mão. Não podemos deixar que Karol Conká permita que queimem a Amazônia e sufoque o país numa nuvem de destruição, que aprove uns 500 agrotóxicos, que trate cargos de poder como seu clubinho particular, que distorça nossas instituições pra proteger sua família desonesta, que aja como se não nos devesse satisfação. Francamente! Precisamos colocar limites, senão Karol Conká faz como fez e gasta bilhões do nosso dinheiro alegadamente em leite condensado e se questionarmos, ela ainda manda enfiarmos as latas no cu. Que desaforo! E depois de tanto tempo assistindo a esse comportamento inaceitável, é capaz de deixarmos pra lá e voltarmos a força da nossa revolta pra algo infinitamente menos ameaçador. Porque quando a gente se acostuma com gente assim e ainda dá poder e espaço, essa gente não para. Depois não vem dizer que eu não avisei… ah-aaã… só não vem dizer que não… ah-aaã… só não vem dizer…




Mecagalizilla
Por B. |




Quem?
Por B. | 01/02/2021




Ele voa!
Por B. | 29/01/2021




Estudos – naves
Por B. | 27/01/2021




Calor pós-apocalíptico
Por B. | 25/01/2021




Ventinho na janela
Por B. | 22/01/2021




Só um pedaço
Por B. | 20/01/2021




Balanço entre o gestual e o controle
Por B. | 18/01/2021




Esse é o post número 250!
Por B. | 16/01/2021

O aprendizado é constante.

O processo não tem fim.

A transformação é inevitável.

Rever o básico faz parte.




Mecânico/orgânico
Por B. | 15/01/2021




Partes
Por B. | 13/01/2021




Pedaço
Por B. | 11/01/2021




Quase chegando
Por B. | 08/01/2021




Distorção
Por B. | 06/01/2021




Debaixo da ponte
Por B. | 04/01/2021




Um alvo no bar
Por B. | 01/01/2021




Cientista
Por B. | 30/12/2020




Pequenos consertos
Por B. | 28/12/2020




Polícia!
Por B. | 27/12/2020




Monstro-cabeça-de-bule
Por B. | 25/12/2020




Inseto-robô
Por B. | 23/12/2020




Caminhada
Por B. | 21/12/2020




Kit de montar
Por B. | 18/12/2020




Pega aí!
Por B. | 16/12/2020




Andróide ou ciborgue
Por B. | 14/12/2020




Olha lá no céu!
Por B. | 13/12/2020




Como sair do penhasco?
Por B. | 11/12/2020




Monstro felpudinho
Por B. | 09/12/2020




Monstro-boca-quadrúpede
Por B. | 07/12/2020




Evoluindo com a esferográfica
Por B. | 04/12/2020




Outro lápis novo
Por B. | 02/12/2020

(E com essa publicação esse se torna o primeiro ano em que esse blog tem publicações em todos os meses, depois de 12 anos de existência.)




Tardigrada!
Por B. | 01/12/2020

Coisinha mais fofa!




Pedalzim tunado
Por B. | 30/11/2020




Viu?
Por B. | 27/11/2020




Destruiu a cidade
Por B. | 25/11/2020

… e foi contemplar as plácidas águas do rio.




Lápis novo
Por B. | 23/11/2020




Mais detalhes para hachuras
Por B. | 20/11/2020




E essa pose?
Por B. | 18/11/2020




Misturando cores
Por B. | 16/11/2020




Aquarela e esferográfica
Por B. | 13/11/2020

A esferográfica no estojo de desenhos diários veio pra ficar.




Hmmm… nuvens…
Por B. | 11/11/2020




Sombras desencontradas
Por B. | 09/11/2020




Quente e frio
Por B. | 06/11/2020




O que é “RU-14”?
Por B. | 04/11/2020

Não sei.




Com esferográfica
Por B. | 02/11/2020




Alphonsober (Inktober 2020)
Por B. | 31/10/2020

Que o poder da esferográfica multi-cor chinesa e a luz da edição digital de Pen & Ink Drawing: A Simple Guide me guiem pela jornada ao longo de um mês de superação técnica e exercício criativo.
Que a disciplina não me abandone.


#alphonsober #inktober2020




Dosando o caos
Por B. | 30/10/2020




Meio que inspirado
Por B. | 28/10/2020

De alguma forma, esse desenho foi inspirado na forma como imagino a personagem Tonkee, da trilogia Terra Partida da N. K. Jemisin.




Duas pessoas numa praça
Por B. | 19/10/2020




Hachuras!
Por B. | 30/09/2020




Dá-lhe dois
Por B. | 22/09/2020

Minha irmã me pediu uma imagem para sua nova empreitada no instagram. É pra já!




E o Inktober 2020?
Por B. | 17/09/2020

Primeiramente, o contexto para quem não o conhece (são mais de 12 anos e ainda não sei quem lê esse blog). Inktober é um desafio anual em que pessoas postam um desenho por dia no mês de Outubro. Existe uma lista de um tema para cada dia que varia de ano pra ano, mas não é obrigatório segui-la. O único requisito para participar do Inktober é realmente fazer um desenho por dia usando tinta (embora há quem participe com arte digital) e postar onde preferir. Pra artistas do mundo inteiro, é um período de diversão, troca e descontração. Sem disputa, sem prêmios, só pelo gostinho. Esse ano – porque afinal isso aqui é 2020 – o mundo-bolha das pessoas que desenham pela internet está abalado porque Jake Parker, criador do Inktober, lançou um livro da sua tentativa de marca Inktober® juntamente com outros produtos e foi acusado pelo artista e mestre das melhores aulas de desenho no youtube, Alphonso Dunn, de plagiar seu livro de técnicas de desenho com tinta, o Pen & Ink Drawing: A Simple Guide. Há quem pondere se houve plágio, há quem relativize o tamanho do plágio e conicidentemente tenha seus próprios produtos sendo lançados no pacote do Inktober®, há quem tenha retirado o livro de Parker de seu site de vendas, há quem queira boicotar o Inktober e, bem, outubro já está logo ali.

Dito tudo isso, aqui vão minhas considerações que ninguém pediu:

1. Sim, acho que Jake Parker plagiou Alphonso Dunn. Não estamos apenas falando de ensinar técnicas semelhantes com determinado material, o que inevitavelmente acontece. São os mesmos temas, mesmas técnicas apresentadas com a mesma metodologia inclusive na mesma ordem. Ah tá, ele mudou o nome dos títulos pra versões mais resumidas. É, pois é. Se ele houvesse dado os créditos, poderia até ser referência. Não deu. É plágio.

2. Sim, vou participar do Inktober esse ano porque Parker não é o dono do Inktober. Esse desafio é das pessoas, é da internet enquanto comunidade. Para boicotar Parker, basta não comprar o livro e produtos do Inktober®. Compre o livro do Alphonso Dunn, evolua sua técnica com dicas preciosas direto da fonte e apoie um artista negro maravilhosamente talentoso que além de tudo tem uma didática incrível.

3. Em homenagem a Alphonso Dunn, a quem eu homenagearia ainda que não houvesse essa treta porque devo a ele muito do que aprendi nos últimos anos, farei o inktober desse ano todo com caneta esferográfica. E pra dar meu toque zoeiro pessoal, usarei apenas essa caneta multi-cor chinesa com ares de clássico trash dos anos 80:

#alphonsober2020




Processo de “Everything now”
Por B. | 14/09/2020

Recentemente fiz outra versão do “Everything Now”. Será a última?

Estudos de fevereiro de 2019.

Maio desse ano.




A cara do aborrecimento
Por B. | 09/09/2020




Jogando cores
Por B. | 08/09/2020

Aquarela, grafite y otras cositas.




“Não veja o mal, não ouça o mal…
Por B. | 07/09/2020

…não respire o mal!”




Capinha das 7 melhores da Sofá
Por B. | 04/09/2020

E por falar na Sofá de depois de amanhã… houve uma ocasião em que, por sugestão de um amigo que nos lembrou dos clássicos de capas de coletânea dos anos 90, eu orgulhosamente realizei a proeza de colocar um biquini num sofá.

O CD com as 7 melhores + 7 lado B da festa ainda está à venda por um preço simbólico.




Sofá!
Por B. | 03/09/2020

Domingo tem festa e eu vou tocar. Ai que saudade!




Estudo
Por B. | 14/08/2020

Estudo para um personagem, testando materiais e outra forma de fazer sketches.




Outro rascunho antigo
Por B. | 04/08/2020




Rascunho antigo
Por B. | 03/08/2020

Estive remexendo em uns desenhos soltos que tinha guardado.




Auto-retrato
Por B. | 26/07/2020




Uma barata sentada segurando uma xícara
Por B. | 24/07/2020

Saúde!




Allomyrina dichotoma
Por B. | 09/07/2020

… e algo que poderia, quem sabe, ser um dedo.




WANNABE 26/8
Por B. | 24/06/2020

E eis que marcaram uma WANNABE no dia 28/6, o que obviamente pede aquele sorrisão maravilhoso da Marsha P. Johnson pra nos lembrar que tudo começou e começará com luta.




Sofá daqui a pouco!
Por B. | 21/06/2020

Estávamos sem ânimo mas essa semana bateu a energia das manifestações anti-bozo e em defesa das vidas negras, a prisão da Sara Winter e do Queiroz, a reação que finalmente cresce… aí até deu vontade de dançar pra ajudar a recarregar. Então é isso, hoje tem festa Sofá.




Sketch urbano em meio à pandemia
Por B. | 06/06/2020

Mais de 2 meses depois do início da minha clausura em casa, precisei sair de verdade pela primeira vez para levar nossa gatinha recém-adotada para castrar. Pensei que o passeio, embora rápido e objetivo, arejaria minha mente já tão embotada de paredes e telas eletrônicas, mas todo o chão que percorro me coloca no epicentro do medo do invisível – o vírus, a indiferença e crueldade, o fascismo galopante, o poder que mata.




WANNABE
Por B. | 19/05/2020

Nesse domingo acontecerá a segunda edição da WANNABE na quarentena com a nova tecnologia do Zoom, que permite que nos sintamos dividindo uma pista de dança apesar de cada um no seu quadrado.

Abaixo, a ilustração “pelada”:




Abelha cape
Por B. | 18/05/2020

A Apis mellifera capensis é uma abelha da África do Sul que tem o superpoder de se reproduzir sem fecundação, tornando possível que criem populações inteiras só de fêmeas. Recentemente, cientistas descobriram que seu gene 11 é o responsável por essa capacidade – que por incrível que pareça não é tão incomum na natureza, embora em outras espécies que fazem o mesmo o gene responsável seria outro.




Everything now
Por B. | 15/05/2020

Finalmente pintei algo inspirado nessa cena do videoclipe de “Everything now” do Arcade Fire, algo que eu tinha vontade de fazer desde que foi lançado em 2017.




Não-haikai não-pessimista
Por B. | 12/05/2020

Não é pessimismo, é esperança.
Não se combate o monstro
Sem primeiro acreditar que ele está vindo.




Libélula imperador
Por B. | 06/05/2020

Anax imperator




Uma cena
Por B. | 30/04/2020




“Ali!”
Por B. | 29/04/2020




Besouro Hércules
Por B. | 28/04/2020

Dynastes hercules lichyi




Sem dó de enrugar a folha do caderno
Por B. | 23/04/2020

Eu queria que as canetas neon que usei nas luzes aparecesse no scanner, mas o resultado ficou bom.




O dia em que tirei Omari do sério
Por B. | 22/04/2020

Em setembro do ano passado, fui com minha família e amigues num duelo de vogue. Vibrei e estalei os dedos para dezenas de voguers explodindo performatividades em performances por sei lá quantas mil categorias até que por meados da noite duas competidoras se estranharam no palco. Era a categoria “femme figure”, dedicada a mulheres cis e trans conforme me explicou uma amiga especialista no assunto. O quase arranca-rabo disfarçado de quase dança foi interrompido pelo juri gringo, convidado especialissimamente pra nos trazer seu conhecimento de causa, pelo bem da segurança… dos tradicionais papéis de gênero. Pois eis que a justificativa dada pelo senhor gringo é que se as moças quisessem, podiam catfight, podiam ser delicadas, suaves, graciosas para brigar mas que a agressividade pertencia a outras categorias que davam espaço para uma certa masculinidade. Eu e minha gangue ao redor franzimos os narizes imediatamente. Passamos o resto da noite do lado de fora problematizando e compartilhando nosso estranhamento.

Quando a ball chegou ao fim, me esgueirei para o bastidores e lá encontrei o Exmo. Senhor Jurado Gringo. Arranhei um “can I talk to you?” e aguardei pacientemente que ele terminasse de fazer o social. Quando ele pode vir para o canto me dar atenção, expressei com a melhor pronuncia que consegui a minha intenção de trocar idéias sobre a construção daquela festa, parte de uma cultura maravilhosa que nós criamos juntes etc. E questionei se nós, pessoas que vivem para além das regras de gênero e sexualidade, deveríamos mesmo nos prender às amarras que nos oprimem. O Sr. começou a resposta com “Esse é o problema com um mundo hoje!”, numa réplica perfeita de conservador indignado. E segundo ele, cultura de balls não é cultura LGBT e que eu não podia ir falar com uma lenda – ele gesticulou apontando de cima a baixo de seu corpitcho de dançarino para ressaltar “a legend” – e dizer que temos que mudar tradições. What? Por que não se tradições são construções e mudam o tempo todo ao longo da história? E segundo ele, não, não mudam. E trocamos alguns “they do” e “they don’t” num debate improdutivo até que ele disse que não era com ele que eu deveria debater já que a tal categoria não era “dele” e ele só tinha sido porta-voz do recado que a outra jurada gringa, representante da categoria, queria dar. E que eu estava perturbando-o num momento que deveria ser descontração pós-festa. Pedi desculpas sarcásticas à Lenda, pois sofro desse mal. A conversa com ela foi bem mais tranquila, mas concordamos em discordar.

Gênero e tradições são construções e quem os constrói? As pessoas. Para quem? Se não for para as próprias pessoas, qual o sentido? E podemos até brincar de separar cultura de ball de cultura LGBT, mas oras quem é que cria, mantém e vive a cultura de balls? Aliás, várias balls já pensam suas categorias e regras de forma muito mais ousada. Ignorar o potencial questionador da cultura das balls não só não faz sentido em relação ao seu público, como é simplesmente inútil. A comunidade LGBT se tranforma, as regras se transformam, as culturas se tranformam como se transformaram o drag, as balls, o vogue, nossa sigla, a sagrada instituição do casamento, as leis contra “sodomia”, o gênero. Pena que o Sr. Gringo não queira celebrar o quanto somos bons nisso nem reconhecer o quanto precisamos, mas whatever. Segue o baile!




Tardigrada
Por B. | 21/04/2020

Tardigradas são animaizinhos que medem por volta 0,5mm, vivem na água, podem hibernar congeladas por 30 anos, sobreviver no vácuo no espaço, resistir a radiação, suportar -200ºC e 151 ºC. É sério!




Tradução de “Heavy balloon” da Fiona Apple
Por B. | 20/04/2020

O novo álbum maravilhoso da Fiona Apple saiu depois de 8 anos de espera sem espaço para decepções. Vou arriscar uma tradução aqui porque acho importante que se fale sobre certas coisas. Músicas sobre depressão escritas por quem sabe do que fala falam diretamente com quem sabe do que estão falando. Se é que você me entende.


Balão pesado

Pessoas como nós, nós brincamos com um balão pesado
Nós o mantemos no alto pra manter o mal afastado, mas ele sempre cai muito rápido

Eu me espalho como os morangos
Eu escalo como as ervilhas e feijões
Eu estou sugando há tanto tempo
Que estou arrebentando as costuras

No meio do dia, é como o sol
Mas aquele do Saara, me encarando lá embaixo
Forçando todas as formas de vida em mim a se recolherem no subsolo
Cresce sem piedade como o dente de um rato
Simplesmente continua me roendo
E se contrai como uma jiboia em uma mangueira, nada flui
Então a pressão cresce ao invés da semente

Pessoas como nós ficam tão pesadas e tão perdidas às vezes
Tão perdidas e pesadas que o fundo é o único lugar que conseguimos encontrar
Você é arrastada pra baixo, pra baixo para o mesmo lugar tantas vezes seguidas
O fundo começa a parecer o único lugar seguro que você conhece
Mas quer saber?

Eu me espalho como os morangos
Eu escalo como as ervilhas e feijões
Eu estou sugando há tanto tempo
Que estou arrebentando as costuras

Heavy balloon

People like us, we play with a heavy balloon
We keep it up to keep the devil at bay, but it always falls way too soon
People like us, we play with a heavy balloon
We keep it up to keep the devil at bay, but it always falls way too soon
People like us, we play with a heavy balloon
We keep it up to keep the devil at bay, but it always falls way too soon

I spread like strawberries (I spread like strawberries)
I climb like peas and beans (I climb like peas and beans)
I’ve been sucking it in so long
That I’m busting at the seams
I spread like strawberries (I spread like strawberries)
I climb like peas and beans (I climb like peas and beans)
I’ve been sucking it in so long
That I’m busting at the seams

In the middle of the day, it’s like the sun
But the Saharan one, it’s staring me down
Forcing all forms of life inside of me to retreat underground
It grows relentless like the teeth of a rat
It’s just got to keep on gnawing at me
And it constricts like a boa on a hose, nothing flows
So the pressure grows instead of the seed

People like us get so heavy and so lost sometimes
So lost and so heavy that the bottom is the only place we can find
You get dragged down, down to the same spot enough times in a row
The bottom begins to feel like the only safe place that you know
But you know what?

I spread like strawberries (I spread like strawberries)
I climb like peas and beans (I climb like peas and beans)
I’ve been sucking it in so long
That I’m busting at the seams
I spread like strawberries (I spread like strawberries)
I climb like peas and beans (I climb like peas and beans)
I’ve been sucking it in so long
That I’m busting at the seams

(I spread like strawberries), I spread like strawberries
I climb like (I climb like peas and beans)
I spread like strawberries
I climb like peas and beans
I spread like strawberries
I climb like peas and beans (That I’m busting at the seams)
I spread like strawberries
I climb like peas and beans




Calliphoridae
Por B. | 11/04/2020

Um close do rostinho fofo da mosca varejeira. Arrisquei a interpretação de um ângulo que ainda não tinha visto em foto.




MARCH OF ROBOTS 2020 – sketchbook tour
Por B. | 06/04/2020


O monstro
Por B. | 01/04/2020

Enquanto eu pintava robôs no último mês, uma fenda que se abria no espaço-tempo acabou de rachar a lógica e nossas fantasias de futuro distópico se materializaram ao completar sua fusão com as noções de uma era medieval que já voltava a galope nesse quadro sócio-político-cultural surrealista. E agora estamos aqui, uma civilização manipulada por bots confinada numa Terra plana vigiada por câmeras com uma praga letal nas ruas. É primeiro de abril e as coisas mais inacreditáveis são verdade.




March of robots
Por B. | 31/03/2020

#marchofrobots #marchofrobots2020




Contagem regressiva para a Marcha dos Robôs
Por B. | 29/02/2020

“March of Robots” é um desafio anual em que pessoas que desenham no geral postam um desenho por dia no mês de março. Decidi que vou me dedicar a isso dessa vez porque 1) preciso de um foco para me ajudar com a recuperação do luto, 2) ter finalmente completado o Inktober ano passado me deu ânimo para esses desafios, 3) amo desenhar robôs.

Confeccionei um sketchbook usando minhas escassas noções de encadernação. O miolo do caderninho foi feito com folhas cinza, pra me tirar da zona de conforto. Decidi também usar os mesmos materiais (quase sempre, ao menos).

Quem quiser participar do March of Robots, basta postar um desenho por dia usando as hashtags #marchofrobots e #marchofrobots2020 nas redes que preferir. Vou traduzir a listinha de sugestões de temas, que eu também decidi seguir, mas essa parte é totalmente opcional. O importante é se divertir!

1. robuste
2. perigo
3. chocade
4. três
5. ilha
6. bomba
7. substância
8. ferramenta
9. frio
10. tempo
11. brinquedo
12. combustível
13. lar
14. esmagar
15. rocha
16. sorriso
17. linha/fila
18. manhã
19. oco
20. grama
21. desconhecido
22. de madeira
23. pedra preciosa
24. aguade
25. velhe
26. estrela
27. perdide
28. queda/outono
29. espaço
30. escalar
31. dentro




Belzebu é amor
Por B. | 21/02/2020

Na madrugada do último dia 18 nosso amigo e anfitrião das visitas, Belzebu, nos deixou depois de uma batalha épica contra a FELV. Belzinho ganhou esse nome quando apareceu com seu berro gutural numa noite em frente ao prédio onde moram nossos amigos Amanda e Mário. Atendendo prontamente ao chamado de Amanda, sua primeira mãe, recebeu carinho e foi tratado de sua desidratação, desnutrição, pulgas e da patinha e testículo necrosado, resultado de um atropelamento que sabe-se lá quando aconteceu. Frequentemente me perguntava – e provavelmente vou sempre me perguntar – qual é a história que ele carregou até esse momento, que a barreira linguística interespécies jamais nos permitiu descobrir. Como aconteceu o atropelamento e quanto ele vagou com uma patinha calcificando o osso torto? Quem ele chamava na janela, à noite, nos primeiros meses aqui em casa? Como aprendeu a roubar pão das mãos humanas, como fazia durante nossos lanches? Quando descobriu que dar carinho é a melhor forma de viver e sobreviver?

Na noite em que buscamos Belzebu na casa da Amanda, passamos antes de chegar em casa em uma clínica veterinária para fazer testes, que deram positivo para FELV. Choramos pela primeira vez por ele, que tinha acabado de conquistar nosso colo. Me lembro que a jovem veterinária nos perguntou “Vocês ainda vão ficar com ele?” Claro que iríamos, não era possível, para nós, nenhuma outra resposta. E naquele momento uma promessa de lealdade foi feita, sem nenhuma necessidade de miado ou português. Como é o caso de tantas outras doenças que acometem qualquer espécie, inclusive quando é a nossa, a FELV é encarada frequentemente com muito preconceito e desinformação. É uma doença comum transmitida entre gatos através da saliva, que pode se manifestar depois de alguns anos suprimindo o sistema imunológico e causando linfomas. Tem vacina, mas é rápida, fatal e não tem cura. Além do privilégio de conseguir arcar com as quimioterapias e medicações, tivemos a sorte imensa ter ao nosso lado a Dra. Lígia Frossard, indicação da querida Cláudia, que trouxe a possibilidade de um tratamento, ainda em fase experimental. Belzebu atravessou com doçura inabalável todas as fases da luta. Os poucos meses de sobrevida previstos se transformaram em quase dois anos de muito cuidado e renderam uma nova esperança de vida melhor para tantos outros gatinhos. Ele não sabia dessa parte, mas de alguma forma tinha a nítida noção de que tudo aquilo, agulhas, sonda, comprimidos, era um grande ato de afeto profundo. Mais do que uma sagaz médica de felinos, Ligia foi a quarta mãe de Belzebu. Foi mais uma imensa benção do acaso que nossa guia por essa jornada compartilhasse tanto amor, transformando um tratamento em algo, na falta de uma palavra melhor, infinitamente mais humano.

Ao todo, ele esteve na nossa casa por 4 anos. Achei que escreveria mais sobre FELV mas não consigo me delongar sobre isso quando o que mais se pode falar sobre Belzebu é como era linda e poderosa a presença de um serzinho zoeiro com pouco mais de 4 quilos que literalmente estalava de amor incondicional.

Belzebu – Belzinho, Belzi, Belzeba, Bebel, The Cat Who Say Mi, Mimito, Nosso Pequeno Milagre da Ciência, Príncipe, Menino – deixa dois outros gatos que ainda o procuram pela casa, quatro mães, uma equipe de laboratório que vibrava por ele sempre que chegava um novo pedido de exame, veterinárias e alunos de Veterinária que acompanharam sua história em tom de torcida, gateiras e seguidores que trocavam afeto legítimo à distância, vizinhos que visitavam regularmente sua janela preferida, incontáveis pessoas convertidas em seus amigos imediatamente após o primeiro contato, amigos que repensaram sua relutância por felinos diante da prontidão e pureza de seu carinho, deixa também em todo os nossos corações a lição na prática de que se abrir para a troca do que é bom rompe barreiras, eleva a vida e faz da finitude um detalhe. Já diziam o versos que se repetem em algumas músicas jocosas em francês, “a morte é a morte, mas o amor é o amor.”




Soltando o traço um pouquinho
Por B. | 16/02/2020




Meus pensamentos de 2017 sobre teoria queer e coisa e tal
Por B. | 12/02/2020

Fazendo uma faxina na papelada velha, encontrei essa anotação de 2017 feita num caderno onde eu costumava escrever algumas reflexões aleatórias:

“O movimento queer brasileiro é de fato uma repetição do estrangeiro colonizador, como dizem seus críticos, ou são justamente aqueles que se propõem a interpretá-lo sob uma perspectiva acadêmica que pecam ao analizá-lo sob uma ótica limitada, pré-concebida e importada? A questão aqui é o objeto ou sua pretensa teoria? Muito se escreve sobre a necessidade de uma teoria própria, mas quanto (e com qual qualidade) dessa teoria se produz efetivamente? A prática, por suas exigências no dia-a-dia, já se encontra avançada em sua adaptação e originalidade. Da teoria, é necessário um esforço deliberado para que esta alcance uma visão mais realista dessa prática.”




Hachurando e aquarelando
Por B. | 07/02/2020




Desenhando de madrugada
Por B. | 03/02/2020

Hachuras, hachuras, hachuras…




Rascunho, sketch, rabisco…
Por B. | 30/01/2020




Visibilidade Trans – programação
Por B. | 25/01/2020

Hoje vou puxar uma roda de conversa sobre identidades não-binárias dentro do movimento trans no Encontrão Trans, na Casa Rosa de Marte!

A programação da semana da visibilidade trans segue amanhã com a nossa 4ª Caminhada.

E tem muito mais:




25 de janeiro

* Encontrão Trans
Descrição: Encontro para trocar experiências, contar histórias, ouvir música, fazer um lanche, dançar, rir, se divertir, fazer selfies, dar close de bonde. Com direito a lage e banho de mangueira. Vamos ter um momento para falar sobre identidade não bináries.
Horário: 14h às 19h
Local: Casa Rosa de Marte – Rua Paulino Marques Gontijo, 432, São Lucas.
Entrada Gratuita

* Bazar Itinerante
Descrição: Doação de Peças para pessoas trans e venda de peças por um preço simbólico para pessoas cis. Arrecadação de itens de higiene pessoal para Bicas durante o bazar.
Horário: 14h às 19h
Local: Casa Rosa de Marte – Rua Paulino Marques Gontijo, 432, São Lucas.
Entrada Gratuita

* Festa: Se Toca, Lindoka – Galla on Fire + As Talavistas
Descrição: Fextynha pra debochar forte, jogar a raba e celebrar nossas vidas. Galla on Fire e As Talavistas jogam pesado com uma line trans e convidam a todes para somar nessa construção. Djs, performances e projeções visuais. Vem debochar com a gente.
Horário: 22h
Local: Gruta! Rua Pitangui, 3613, Horto.

26 de janeiro

* Caminhada Pelas Vidas Trans e Travestis
Descrição: Caminhada em celebração e memória pela vida de pessoas trans e travestis. Concentração na Praça Sete de Setembro, no Centro de Belo Horizonte, com encerramento na Rua Aarão Reis.
Horário: 15h às 19h
Local: Praça Sete de Setembro, Centro.

* Cultural (encerramento da Caminhada)
Descrição: Cultural com artistas trans e travestis. Performances, música e festa.
Horário: 19h
Local: Teatro Espanca! Rua Aarão Reis, 542, Centro.

27 de janeiro

* Prosa e Café com Amor – Mães Pela Diversidade
Descrição: Convidamos a todes es filhes e mães para essa prosa gostosa com Sissy Kelly, Cristal e Renê cheia de amor de mãe.
Horário: 19h
Local: Centro de Referência da Juventude ( Auditório) – Rua Guaicurus, 50, Centro.
Entrada Gratuita

* Bazar Itinerante
Descrição: Doação de Peças para pessoas trans e venda de peças por um preço simbólico para pessoas cis. Arrecadação de itens de higiene pessoal para Bicas durante o bazar.
Horário: 19h
Local: Centro de Referência da Juventude ( Auditório) – Rua Guaicurus, 50, Centro.
Entrada Gratuita

28 de janeiro

* Malettrans
Descrição: Uma parceria entre o Nesganega Africando e Olympia Coop Bar, dois bares geridos por pessoas trans no edifício Maletta. Um evento com djs e um circuito interativo entre essas duas casas.
Horário: 19h às 23h
Local: Edifício Maletta – Rua da Bahia, 1148, Centro.
Entrada Gratuita

* Pedal da 3ª Semana da Visibilidade Trans e Travesti
Descrição: Pedal festivo pelas avenidas da região leste de Belo Horizonte. Saída da Praça Raul Soares (Concentração a partir de 19h30). No final do percurso, por volta de 22h, nos juntamos a todes no Malettrans. O pedal é leve, para iniciantes e em ritmo de passeio.
Horário: 20h
Local: Praça Raul Soares
Gratuito

29 de janeiro

* Plantão do Transpasse
Descrição: Precisa de apoio jurídico? Espaço para ser ouvide? Venha!
Horário: 12h às 14h
Local: Divisão de Assistência Judiciária da Faculdade de Direito da UFMG. Rua dos Guajajaras, 300, Centro.Entrada Gratuita

* Festa de Emponderamento Trans – Ong Transvest
Descrição: Evento que levará performances e intervenções artísticas à população trans privada de liberdade.
Horário: 15h às 19h
Local: Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria. Avenida C, 550, Primavera, São Joaquim de Bicas.

* Slam Atraque em 1 minuto – Academia Transliterária
Descrição: Slam de/com/para/pelas pessoas trans e travestis.
Horário: 19h
Local: Beco Nossa Senhora das Graças. Rua da Água, 40, Serra. Entrada Gratuita




Grimes no sofá
Por B. | 13/01/2020

Ter amigos é muito bom. Ter amigos que encomendam poster baseado em video da Grimes pra dar de presente é simplesmente sensacional.




Inktober 2019!
Por B. | 31/10/2019

#inktober #inktober2019




No mesmo dia
Por B. | 13/02/2019

O último sketch de um caderninho e o primeiro de um novo.




WANNABE (cartaz)
Por B. | 31/01/2019




Teve Réveillon Sofá!
Por B. |

Aproveitando o clima de “começando o ano no fim do mês” para postar com muito atraso o cartaz de divulgação da festa Sofá de reveillon e o processo do desenho. Cabe ressaltar que a festa em si foi incrível!




Começando o ano no fim do mês.
Por B. | 29/01/2019

Porque às vezes a gente se sente como um porco descabelado perdido num planeta estranho.

Feliz 2019.




… e o sketch de hoje!
Por B. | 10/12/2018




Seleção de sketches dos últimos dias
Por B. |



Tudo em volta está borrado
Por B. | 18/11/2018

É conhecido o fenômeno que faz com que pessoas acabem acreditando nas próprias mentiras se mentem com suficiente frequência. Num desdobramento indigesto, o cinismo também tem convencido os próprios cínicos enquanto bate repetidamente em nossas cabeças em golpes vindos de cima.

Nessa semana então pudemos receber de nossos co-cidadãos, cá de baixo, que “Bolsonaro salvou os médicos cubanos, que voltaram pra Cuba libertos da escravidão”. E falam a sério. Está tudo virado a esse ponto. A sujeira revirada com o “bom dia” caído por cima do lodo do estranhamento mútuo misturado com o esforço diário de ser uma pessoa entre anti-pessoas que esqueceram que são pessoas.




Processo de um sketch
Por B. | 14/11/2018

 

 




Sketches urbanos
Por B. | 12/11/2018




Sketch urbano + a parte mais bizarra do que é viver nesses tempos
Por B. | 09/11/2018
Continuar levantando, rumando para o trabalho, brigando contra a noção do absurdo para conseguir desempenhar suas funções adequadamente, almoçando como se houvesse espaço para apetite, voltando pra casa querendo um conforto impossível e depois fingindo que é possível dormir.



I will Sofá (cartaz)
Por B. | 08/11/2018

Por mais que eu esperasse o desastre, o baque foi tamanho que nem postei aqui… esse foi o cartaz de divulgação de uma edição mais que especial da Sofá.

Nós vamos sobreviver sim e essa revolução é nossa, por isso seguimos dançando.




Sketch urbano
Por B. |




E o Bostinha levou…
Por B. | 03/11/2018

Cadê o resto do meu Inktober? Foi pro ralo junto com meu sono nessas últimas semanas pré e pós apocalipse. Mas continuarei aqui, para desespero desses fascistas e serumaninhos mal-resolvidos que não conseguem conceber uma idéia de mundo sem a opressão de boa parte dele. Mal sabem eles que estaremos sempre aqui. Estamos apenas começando, cambada!
Levem meu sono, seus merdas. Eu prometo pra vocês que não vou dormir.




Inktober 2018 – 13
Por B. | 13/10/2018

“Guardado”

(“guarded”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 12
Por B. |

“Baleia”

(“whale”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 11
Por B. |

“Cruel”

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 10
Por B. |

“Fluindo”

(“flowing”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 9
Por B. | 09/10/2018

“Precioso”

(“precious”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 8
Por B. |

“Estrela”

(“star”)

#inktober #inktober2018 #elenao #elenão




Inktober 2018 – 7
Por B. | 07/10/2018

“Exausta”

(“exhausted”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 6
Por B. |

“Babando”

(“drooling”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 5
Por B. | 05/10/2018

Frango

(“chicken”)

#inktober #inktober2018 #elenao




Inktober 2018 – 4
Por B. | 04/10/2018

“Encantamento”

(“spell”)

#inktober #inktober2018




Sketch urbano
Por B. |




Inktober 2018 – 3
Por B. | 03/10/2018

“Assado”

(“roasted”)

#inktober #inktober2018




sketch urbano + haiku fajuto
Por B. |
Esquetizinho

a caminho

do almoço.

 




Inktober 2018 – 2
Por B. | 02/10/2018

“Tranquilo”

(“tranquil”)

#inktober #inktober2018




Inktober 2018 – 1
Por B. | 01/10/2018

“Venenoso”

(“poisonous”)

#inktober #inktober2018




WANNABE 13 anos (cartaz)
Por B. | 29/09/2018

Demorei mas postei: arte da última WANNABE em comemoração dos 13 anos da festa, totalmente feita à mão.




Sketch – Divine
Por B. | 30/05/2018

null




Sketch – Regine Chassagne
Por B. | 23/05/2018

null




WANNABE!
Por B. | 18/05/2018

Daqui a pouco!




Sketch – Beth Ditto
Por B. | 16/05/2018

null




Sketch – Fiona Apple
Por B. | 09/05/2018

null




WANNABE (cartaz)
Por B. | 04/05/2018

Porque, oras, claro.




Sketchs – Janelle Monáe
Por B. | 02/05/2018

null

Janelle recentemente saiu do armário e se assumiu pan. Em homenagem à sua queerzice que já emanava desde muito antes de seus últimos videoclipes ousadinhos, resolvi postar esses esboços que fiz no começo desse ano a partir das capas de sua trilogia cheia de ficção-científica lançada entre 2007 e 2013. Amo!




Sofá (cartaz)
Por B. | 25/04/2018

Arte criada para divulgação da Sofá, festa pra lá de aconchegante e empolgante que acontecerá daqui a dois sábados. A idéia desse projeto é ser quase uma festa em casa, daquelas de fazer o vizinho chato chamar a polícia por causa do barulho… mas é na boate, então não tem vizinho chato.




Spiraldex de 27 horas
Por B. | 11/04/2018

Spiraldex é um dos vários modelos de gráfico usados principalmente como como ferramenta de gestão de tempo. Uma busca rápida na internet vai te colocar à par do assunto, caso você não tenha familiaridade.

No modelo original, todas as áreas possuem a mesma (ou semelhante) grossura, o que não era tão interessante para mim. Diminuí o centro para poder preencher no dia seguinte algumas horas antes da marcação de meia-noite e redistribuí o espaço para engrossar as sessões de acordo com as horas onde preciso de mais espaço para detalhes. Uma pequena mudança no ângulo da espiral fez o ajuste. Encomendei um carimbo com o desenho que fiz, tem funcionado perfeitamente pra mim nos últimos meses. Caso também atenda às suas demandas (ou caso você ache que essa é uma boa base para você fazer seus próprios ajustes), fique à vontade para clicar na imagem e baixar o arquivo eps:




Sejamos realistas
Por B. | 01/04/2018

Eu já venho cantando essa pedra desde 2016 e agora sai no Le Monde e pessoas vem comentar surpresas que alguém escreveu um artigo ou fez um video falando que “talvez tenhamos indícios de corrermos o risco de talvez quem sabe não termos eleições esse ano”. Vamos cortar todas essas voltas no começo dessa afirmação, que bobagem. Pensem aqui comigo: quando foi, na história dessa nossa humanidade, que um grupo deu um golpe de Estado para uns dois anos depois simplesmente cansar de brincar de poder? Vai ser fácil e simples pra eles, como tem sido todos os avanços absurdos desse rolo compressor. E mais uma vez, as pessoas vão exclamar horrorizadas “Oh! Meu deus! Quem diria?!” diante da desgraça anunciada e vão correndo mudar seus twibbons. Depois vão levantar pra trabalhar.




Um pra trás, dois pra frente
Por B. | 22/03/2018

Bom, aqui estou de novo. Meu blog estava parado nos últimos 5 anos. Nesse tempo, estive amadurecendo minha relação com a internet e minhas opiniões sobre as redes sociais até que cheguei num ponto de ruptura. Foi gradual. Comecei tentando controlar meu tempo gasto no facebook e logo senti a eficiência da armadilha que me puxava de volta. Só recuperei o controle do meu tempo depois de desinstalar o aplicativo do meu celular, o que fez com que um novo mundo se descortinasse… na verdade, era o mesmo mundo à minha volta que eu, assim como o resto dos mortais de olhos grudados no smartphone, havia aprendido a ignorar. Um pequeno fio – a necessidade de divulgar meu trabalho com tatuagens – me mantém ligade ao facebook e instagram, me impedindo de deletar de vez todas as contas que tenho. Será possível sobreviver com esse negócio hoje, sem as redes? Estou estudando a questão. Para todo o resto, posso dizer sem ressalvas, as redes sociais são completamente dispensáveis.

Grande parte das coisas que aprendemos a ver como um “mal necessário” são na verdade simplesmente um mal com um ótimo marketing. Não acho que entregar tudo o que grandes corporações precisam para capitalizar nossas demandas políticas e refinar as ferramentas de manipulação midiática e mercadológica é um preço justo a se pagar para ver fotos, rir de bobagens, ler notícias, se engajar, fazer amigos e brigar com estranhos. Eu faço todas essas coisas aqui, do lado de fora. Ainda posso ver as fotos da sua viagem, que tal me chamar para um café?

Mas minha briga não é com a internet. É inegável o potencial de uma rede onde podemos nos conectar e nos expressar. Sim, nos expressar. Uma das distorções que as redes sociais produzem é a sensação de que dar opinião “sobre tudo” é algo condenável. Ficamos entre as pessoas que se expressam e as que reclamam do incômodo dessa falta de etiqueta. Mas pessoas se expressando, por si só, não é um problema, você sabe (impressionante precisarmos falar disso). O que te incomoda é o excesso de absorção, são as horas que você passa olhando para a tela sem perceber, sem dormir, é seu cérebro cansado de processar centenas de informações fragmentadas a ponto de desaprender a focar. E é assim que se fica incomodado por alguém dar uma opinião. Deixo essa reflexão como um ponto de partida pra quem está em busca de um.

Em suma, eu ainda amo a internet, mas estou re-descobrindo-a. Trocar os aplicativos de organização pelo meu velho caderninho que funciona tão bem, deixar meu smartphone fora do quarto à noite para acordar ao som de um despertador… e agora aqui estou, ressuscitando o Blog. E assim segue a jornada para re-descobrir como compartilhar sem me vender. Aceito convites para café.







posts do antigo blog